Sentimentos difundem-se numa linha contínua de incerteza, desenlaçando-se ao sabor de um devaneio temporal, sintoma que se esgota no dia de ontem, porventura o Amanhã.
Escondo-me entre letras que se unem criando uma barreira intransponivel, parede protectora de qualquer intromissão, fonte de abrigo que me envolve nesse mar de emoções. Palavras dançam, gritando frases sem sentido para outro que não eu, desenhando lugares remotos onde me deito escutando o canto das almas a quem chamaram consciência... Perco-me nesses lugares infinitos, vejo o mundo sem o olhar, palmilho léguas, voo sobre as nuvens, mergulho nos oceanos, sem movimento aparente. Apenas eu e uma folha branca...
Loucos são aqueles que afirmam ver, ouvir, sentir, quando a mente está toldada por um véu frio de indiferença! Loucos são os que procuram ver, ouvir, sentir sem se despirem de qualquer idealismo! Loucos os que procuram a vida, mergulhados num pântano de preconceito! Loucos e tristes...
Sorrio perante um sorriso puro, de alguém que sem procurar encontra, deleito-me no esforço dos que procuram sem encontrar... Escrevo... Assim esses não ficam esquecidos...
Ignoro qualquer desprezo, espreito atrás de uma palavra todos os que criticam, olho sobre uma vírgula todos os que ignoram, rio-me, por entre uma letra, de todos os que me chamam ignorante. Escuto os ruídos incessantes... Não existem... Mas estão lá...


Andei a dar uma volta.
ResponderEliminarNão conhecia o blog.
Achei interessante.
Cumprimentos