Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Ode ao Desespero

Raiva:
Sentimento crescente que te invade.
Perdes a razão sem a ter...
Procuras apoio em ti mesmo,
Sabendo que mentes...

Mordes,
Arranhas o céu,
Trincas com força,
Despes-te de tudo,
Abandonas o nada,
Cais...

Ergues-te estóico...
Desejas,
Sentes o fogo,
Apagas de seguida...
Levitas.
Tudo sem querer...

Precipício...
Abismo de sangue
Olhos pálidos
Reticências mentais...
Ilusão surreal.
Cérebro ignorado.

Segues em frente,
Caminhas...
Corres...
Destino...
Voltas a cair...
Falhas e não voltas a tentar.

Pensamentos...
Asas para sempre fechadas,
Ânsia de voar...
Para cair...
Justificas,
Cais em busca de um cais de abrigo...
Salvação...

Morte...
Negro...
Lágrima do meu peito
Aberto...
Liberdade fingida,
Medo de estar só...
No fim nada resta.

Deserto.
Loucura...
Solidão,
Suicídio...
Morte de novo...
Negro por fim,
Lágrima seca,
Fechada...
Presa.
Só...
Nada...


Desejas morte num segundo para poderes viver de novo!
E no fim
Apagas a luz, pronto a sonhar...

2 comentários:

  1. ola
    sabes tens muito jeito para descrever, sabias ?!
    Adorei este teu poema , continua ...

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  2. Este está brutalissimo! Muitos, muitos parabéns!

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